sábado, 9 de abril de 2011

AH...!

Se eu fosse marinheiro

Era eu quem tinha partido
Mas meu coração ligeiro
Não se teria partido...

Ou se partisse colava
Com cola de maresia
Eu amava e desamava
Sem peso e com poesia...

Ah, se eu fosse marinheiro
Seria dôce meu lar
Não só o Rio de Janeiro
A imensidão e o mar...

Leste, Oeste, Norte, Sul
Onde o homem se situa
Quando o sol sobre o azul
Ou quando no mar há a lua...

Não buscaria conforto
Nem juntaria dinheiro
Um amor em cada porto
Ah, se eu fosse marinheiro
Não pensaria em dinheiro
Um amor em cada porto
Ah! se eu fosse marinheiro...

Mentiras


Eu vou escrever no seu muro
E violentar o seu gosto
Eu quero roubar no seu jogo
Eu já arranhei os seus discos..

Nada ficou no lugar

quinta-feira, 17 de março de 2011

Macabéa


Macabéa nasceu com nome de flor, daqueles difíceis...científicos.
Flor de detalhes simples e beleza oculta - profunda como um pires (de porcelana chinesa).
Macabéa- flor da minha vida! - inocente e súbita.
Foi-se

Breve suspiro!


quarta-feira, 16 de março de 2011

Exorcismo de mim,o demônio sou eu

Quero escrever pra tudo o que eu sinto agora grudar nas palavras, e as palavras grudarem na tela, e daqui não saírem, pra ver se eu paro de sentir essa dor aguda, sem nome e sem motivo de ser.
Fico revivendo aquela sensação de cair em um poço de cem metros, e depois resurgir em pé do lado de fora, só pra cair novamente.

Lei natural disso e daquilo tudo mais no universo

Nascemos e morremos.
O que acontece entre os dois fatos é apenas um acidente...
Nascemos e morremos sozinhos - há pessoas que vivem sozinhas também, se acidentam por sua conta e risco.
Durante o percurso acumulamos tanta coisa, que deveríamos ser parados por excesso de bagagem, mas
Nascemos e morremos sozinhos e de mãos vazias!

quarta-feira, 9 de março de 2011

Agonia

Odeio tudo que morre aos poucos, que perde o fôlego - sobrevida.
Dói tanto que me dá vontade de esfaquear, esquartejar logo, pra ver o sangue jorrando e ter certeza do fim absoluto.
Que coisa estranha que eu sinto, tão estranha que não dá nem pra chamar de sentimento.
Parece que eu acordei no meio de uma realidade paralela onde essa vida não é mais a minha...
Eu só quero ver o sangue jorrar e ter certeza da morte, porque sinceramente, morrer aos poucos não é pra mim!